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domingo, fevereiro 29

Multar ou educar? 

Esta semana, em entrevista ao Diário de Notícias e depois à SIC, o Secretário de Estado do Ambiente defendeu que a responsabilidade da reciclagem deve ser partilhada por todos e que quem não separar os resíduos deve ser multado.

Por cá, quando os governantes são incapazes de criar condições e de sensibilizar os cidadãos a adoptar comportamentos cívicos, avançam com uma "solução" que nada resolve.

Em vez de se apostar na educação ambiental e na criação de sistemas eficazes para a separação dos lixos e recolha selectiva, ameaçam-se os cidadãos com multas que nunca serão aplicadas pela dificuldade de aplicação.

Com certeza, não será com acções pontuais de ficalização do tipo que o Secretário de Estado preconizou (abertura de sacos de lixo?) que os portugueses vão deixar de pôr tudo no mesmo saco.


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quarta-feira, fevereiro 18

Ambiente n´A Dois 

Liguei há pouco a televisão e apanhei um debate sobre Ambiente no segundo canal, agora A Dois.

Nuno Santos convidou o Secretário de Estado do Ambiente, José Eduardo Martins, o biólogo e Presidente da LPN, José Alho, a socióloga Luísa Schmidt e a arquitecta Livia Tirone.

Fala-se da questão do investimento do Estado no Ambiente. José Alho chama a atenção, e muito bem, para o facto do investimento não passar apenas (ou necessariamente) por questões orçamentais.
Não é só com dinheiro que se pode investir no Ambiente e no Desenvolvimento Sustentável.

Fala-se também sobre o princípio do poluidor-pagador. Um princípio que quase ninguém cumpre em Portugal. Lembremo-nos dos casos clamorosos das empresas responsáveis pela poluição no Rio Ave, ou no Alviela, ou na Bacia do Lis. Dos têxteis aos curtumes, passando pelas suiniculturas, as empresas sentem-se no direito de poluir, justificando-se sempre com a incapacidade financeira de tratar os seus efluentes.

Perante a ilegalidade generalizada, o Estado fecha os olhos, encolhe os ombros e deixa andar, justificando-se com a necessidade de apoiar o tecido empresarial e não levar ao encerramento de empresas e ao despedimento de trabalhadores.
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Pequeno contributo 

Enquanto jornalista e enquanto cidadã interessada no tema posso aqui dar um pequeno contributo para a discussão.

Os Media, salvo algumas excepções, interessam-se pelas questões ambientais quando elas são sobretudo de conflito de interesses entre as populações e o(s) poder(es) instituído(s).

Nos últimos anos, quando é que o Ambiente foi notícia, quando é que foi manchete de um jornal ou abertura de um noticiário televisivo ou radiofónico? Não tendo dados rigorosos, penso que não errarei muito se disser que o Ambiente foi notícia sobretudo por manifestações populares (e políticas) contra projectos como o da incineradora dedicada e depois o da co-incineração. A construção da barragem de Alqueva, a construção da Auto-estrada para o Algarve também devem ter dado algumas primeiras páginas.
E claro, os desastres ambientais (como o do Prestige) também têm lugar de destaque na imprensa, rádio e televisão.
Mas o Ambiente ainda não é visto como tema por si só, surge mais por arrasto de outras notícias, muito ligado a fenómenos tipo “not in my backyard”.

Parece-me que os Media ainda tratam as questões ambientais como questões menores. Não é só o Estado que negligencia o Ambiente, também os meios de comunicação esquecem frequentemente o tema. Quando não há manifestações nas ruas e povo a queixar-se, quando não há milhares de peixes mortos, ou praias inteiras pintadas de negro, não há Ambiente nos Media.

É claro que tem havido alguma evolução e alguns meios de comunicação começam a dar uma atenção crescente ao Ambiente, por vezes “empurrados” pelos próprios jornalistas que se interessam pelo tema.

E os jornalistas têm aqui um papel importante, de serviço público, de informação e sensibilização dos cidadãos, dando notoriedade a um tema que é transversal a toda a Sociedade e fundamental para a qualidade de vida das pessoas e para a saúde do Planeta.
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O Ambiente nos Meios de Comunicação Social 

A Liga para a Protecção da Natureza organiza um debate sobre o Ambiente e os Media.

José Manuel Alho, Presidente da LPN, modera a discussão em que participam os jornalistas Pedro Almeida Vieira, da Grande Reportagem, José Milheiro, da TSF e Pedro Oliveira, coordenador do Programa Planeta Azul da RTP.

Uma das questões que este debate coloca é
“Existe ou não espaço para os media de Ambiente, ou o Ambiente é apenas mais um tema de Sociedade que já deu tiragens e audiências aos media?”

A discussão promete ser animada amanhã, dia 19, às 17h00, na sede da LPN em Lisboa.

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domingo, fevereiro 15

Objectos inspirados na Natureza  

Acho que vale a pena ver a exposição "Tapio Wirkkala - Lenda do Design Finlandês", no CCB, em Lisboa.

O designer parte da observação da Natureza, reinventa formas e adapta-as ao vidro, ao metal e à madeira.
As garrafas de vodka, os vasos inspirados nos icebergs e os serviços de cutelaria inspirados em folhas de árvores são algumas das peças mais conhecidas de Tapio Wirkkala, falecido em 1985.


"Wirkkala's themes often derived from nature; from leaves, from the swirls of seashells, from the shapes of birds or fish or more distant observations of nature such as ice formations or the movements of water. Usually his primal emotion is so deeply ingrained in the object created that its origin can no longer be identified or analysed..."


Em exposição vão estar mais de 200 obras de um dos mais importantes nomes do design finlandês.


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O desperdício 

Portugal tem destas coisas. Surge o Presidente e acendem-se luzes ao ar livre, em pleno dia de sol. Dia 10, durante a visita de Jorge Sampaio ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, quando no interior de um edifício vários especialistas debatiam as energias renováveis e a necessidade do País reduzir o consumo de energia, sobretudo através da diminuição do desperdício, na rua um potente foco iluminava (?) o exterior.

No dia anterior, num alojamento turístico do Parque Natural visitado pelo Presidente os aquecedores eléctricos estavam ligados nos quartos, com janelas e portas abertas de par em par.

Continuamos, alegremente, a acender luzes em pleno dia e a ligar os aquecedores deixando que o calor escape pelas frinchas das janelas ou pelas ditas abertas.
Fiquemos com alguns dados para reflectir:
Em Portugal, o consumo de energia entre Janeiro de 2002 e Janeiro de 2003 aumentou mais de 8%. O País consome muito mais energia do que a riqueza que produz.
Os edifícios são reponsáveis por 20 % do consumo de energia final.
Que percentagem desse consumo irá literalmente pela janela fora?

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sábado, fevereiro 7

Dedo na ferida 

Não é novidade que Portugal sofre de graves problemas ambientais, de desordenamento do território, de negligência grosseira e de impunidade.
Mas Pedro Almeida Vieira descreve o estado actual do País e das políticas de Ambiente e faz um retrato exaustivo do Estrago da Nação. O autor fala-nos da gestão dos resíduos, dos transportes, dos subúrbios em massa, da floresta, do interior desertificado e do litoral coberto de cimento, das políticas de sucessivos governos e de muitas outras questões actuais e críticas para o desenvolvimento sustentável do País.
É como pôr o dedo na(s) ferida(s), dói mas faz pensar.
Li o livro há alguns meses, hoje através de Os ambientalistas encontrei o blog homónimo, que desconhecia.
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terça-feira, fevereiro 3

Transporte à dimensão humana 

É o primeiro dispositivo de duas rodas auto equilibrável, a nível mundial. Chama-se Segway HT (Human Transporter) e destina-se a ser utilizado em zonas pedonais.
Foi muito falado por altura do seu lançamento, nos Estados Unidos, e rodeado até de algum secretismo, com nome de código "Ginger".

Trata-se de uma espécie de scooter de propulsão eléctrica (bateria), com duas rodas dianteiras, cuja velocidade máxima é de cerca de 23 quilómetros por hora.

Tem um funcionamento semelhante ao do corpo humano, avançando quando a pessoa que o conduz se inclina para a frente, e poderá ter um impacto muito positivo na diminuição do trânsito e da poluição em determinadas zonas das cidades.

Vai ser apresentado em Portugal, no próximo dia 10 de Fevereiro, no Instituto Superior Técnico, pela mão da Associação Portuguesa do Veículo Eléctrico.
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segunda-feira, fevereiro 2

Experiência de compostagem 

Fazer compostagem é muito simples - digo-o por experiência própria -, e contribui para reduzir significativamente a quantidade de lixo que colocamos no contentor.
Como vivo no concelho de Oeiras, pedi à Câmara um compostor, em finais do ano passado. Pouco tempo depois, entregaram-me o compostor desmontado com as respectivas instruções de montagem.
Pu-lo num cantinho do jardim e, de então para cá, tenho usado o compostor quase diariamente.

Os restos da cozinha (cascas de frutas, legumes e verduras), guardanapos de papel usados, a relva e sebe que são cortadas, folhas secas, ervas daninhas e alguma cinza da lareira, vai tudo parar ao compostor.

Ainda não retirámos o nosso primeiro composto, mas, com certeza, na Primavera, ele irá servir para adubar a terra e fortalecer árvores e restantes plantas.
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Compostagem Doméstica 

A legislação comunitária obriga a uma redução gradual da quantidade de matéria orgânica que se pode depositar nos aterros sanitários.

A melhor forma de o conseguir é apostar na compostagem doméstica.
Aproveitam-se os resíduos do jardim e da cozinha que, em vez de irem para o lixo, são transformados em fertilizante natural.

Em Portugal ainda são raros os exemplos de autarquias a fazer esta aposta.

Ficam dois exemplos positivos.
- A Câmara de Oeiras foi pioneira, oferece compostores de madeira ou plástico a quem queira fazer o seu próprio adubo, desde 1992.

- A Câmara do Seixal lançou em Maio de 2003 uma campanha de incentivo à compostagem em moradias. Tal como Oeiras, oferece o compostor e dá acompanhamento técnico.

Em muitas escolas do ensino básico também se faz compostagem de resíduos dos espaços verdes e das cantinas. Os miúdos usam depois o abudo nas hortas escolares, por exemplo, e aprendem desde cedo a importância de reduzir, reutilizar e reciclar os resíduos.

Ideias simples, que nem sempre encontram eco em iniciativas de política ambiental. A nível nacional, os projectos de compostagem doméstica continuam a ser excepção à regra.

Para quem quiser saber mais, poderá consultar o Centro de Demonstração de Compostagem, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa.

Quem viver no concelho de Oeiras poderá pedir um compostor através do telefone do Ambiente 21 442 71 75. Os munícipes do Seixal poderão ligar para o 21 227 90 06.


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